
O laudo de necropsia do menino de 3 anos, morto pelo pai em Viamão, confirmou que a causa do óbito foi um traumatismo cranioencefálico. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pela delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação do caso, que afirmou que o inquérito deve ser concluído na próxima semana, mas ainda sem data definida.
Segundo a delegada, o exame teve como objetivo identificar a lesão que provocou a morte da criança e apontou exclusivamente o trauma na região da cabeça como causa do óbito. O documento não abordou outras lesões nem confirmou hipóteses levantadas anteriormente durante a investigação, como a de um suposto deslocamento do coração.
Além do laudo necroscópico, a Polícia Civil já concluiu as perícias psicológicas das demais crianças envolvidas no caso. Conforme a delegada, ainda são aguardados alguns documentos e a equipe analisa a necessidade de ouvir novas testemunhas antes da conclusão do inquérito. Ela não detalhou quais diligências permanecem pendentes, pela necessidade de preservar a investigação.
Os pais do menino seguem presos preventivamente. Eles são investigados por suspeita de participação na morte da criança, ocorrida em Viamão. O homem é apontado como o autor do crime, responsável por desferir os golpes, enquanto a mulher é investigada por omissão.
Defesa quer reprodução simulada
Ainda na quinta-feira, a defesa da mãe do menino protocolou um pedido de realização da reprodução simulada dos fatos, A diligência pericial que será analisada pelo Poder Judiciário.
Os advogados André von Berg, Isabel Chiarello Cochlar e Juliana Braun Martins susteam que a medida é considerada fundamental para aprofundar a apuração da dinâmica do caso e esclarecer pontos que, na avaliação da defesa, permanecem sem resposta.
De acordo com o pedido, a reprodução simulada não foi realizada durante a investigação policial e também não foi solicitada pela autoridade policial. Por esse motivo, o requerimento foi apresentado diretamente ao juízo responsável pelo processo.
Ainda conforme os advogados, a diligência permitirá uma análise mais precisa da posição dos envolvidos, da dinâmica dos fatos e da localização de possíveis vestígios materiais, inclusive com a utilização de luminol para identificação de eventuais marcas de sangue. A defesa também requer a participação de seus representantes, de assistente técnico e a possibilidade de apresentação de quesitos durante a perícia. O pedido aguarda decisão judicial.
Fonte: Guilherme Sperafico / Correio do Povo


