
A Marcopolo S.A. encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita operacional líquida consolidada de R$ 2,37 bilhões, valor que representa um incremento de 3,0% na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho reflete, principalmente, o crescimento de produção no segmento de micros, que mostrou avanço de 120,4% no 2T26, fazendo com que a participação de mercado da Marcopolo avançasse de 47,7% no 2T25 para 48,3% no 2T26.
A produção mundial consolidada atingiu 4.105 unidades no segundo trimestre, volume 8,0% superior em relação ao 2T25. No Brasil, o crescimento da produção atingiu 19,4% de alta na comparação anual. O desempenho do período foi fortemente sustentado pelas entregas direcionadas a programas governamentais, com destaque para a entrega de 1.246 micro-ônibus destinados ao Ministério da Saúde e para o fornecimento de unidades remanescentes da Fase 12 do Caminho da Escola.
Em um cenário macroeconômico mais restritivo para crédito, que impactou a renovação de frotas de rodoviários e urbanos, a Marcopolo registrou mudança em seu mix de vendas. Com uma forte concentração nas entregas de micro-ônibus aliada à valorização do real frente ao dólar e a custos de reestruturação na operação da Argentina, a companhia registrou um EBITDA de R$ 338,6 milhões com margem de 14,3% e o lucro líquido totalizou R$ 271,2 milhões.
“A evolução dos volumes no trimestre demonstra a capacidade da Marcopolo para responder com agilidade e flexibilidade às demandas do mercado e adequar o portfólio às necessidades de cada operação. Mantemos o direcionamento estratégico focado no desenvolvimento de tecnologias de mobilidade, na eficiência fabril e no fortalecimento da parceria com os clientes no Brasil e no exterior”, afirma Pablo Motta, CFO da Marcopolo.
Olhando para o acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a receita operacional líquida atingiu R$ 4,02 bilhões, 1,2% acima dos R$ 3,98 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O crescimento da receita no semestre foi alavancado pelas vendas ao mercado interno brasileiro, que avançaram 5,1% no período, totalizando R$ 2,36 bilhões, tendo o segmento de micros como grande destaque, e pelas exportações a partir do Brasil, que cresceram 5,8%, alcançando R$ 424,5 milhões. Diante do aumento na participação de micro-ônibus na composição das vendas, a companhia direcionou a produção para a adequação do mix de produtos.


