
Com a candidatura oficializada para a disputa ao Palácio Piratini, Marcelo Maranata (PSDB) criticou a ausência dos oponentes aos debates dos até então pré-candidatos. “A única polarização que deve ter nessa eleição vai ser entre quem se preparou e não se preparou. Eu não faltei a nenhum debate ou painel, diferente de outros candidatos que não quiseram falar com o agro, com o turismo. Não quiseram estar num debate com entidades de saúde, para falar com os hospitais do RS”, afirmou.
A fala foi feita durante a convenção partidária da Federação PSDB-Cidadania, que ocorreu na tarde de quinta-feira (30) na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. A chapa tem o veterinário e ex-deputado federal Cláudio Diaz (PSDB) como candidato a vice-governador, sendo a única pura entre as candidaturas com representação no Congresso.
As críticas de Maranata foram direcionadas, em especial, a Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), que não marcaram presença em todos os debates. Entre as ausências pontuadas pelo tucano está o caso do debate do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindlat-RS).
Maranata também destacou o momento que o PSDB atravessa. “Me convidaram para estar nesse projeto do PSDB, um partido grande, que ficou adormecido um tempo por conta da saída do antigo governador, mas que agora cresce através da base”, apontou o candidato.
O candidato tucano salientou alguns pontos que considera prioridades para o próximo governador, como a renegociação da dívida do Estado com a União, tecnologia para prevenção às enchentes e diálogo com os órgãos como o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU).
Claudio Díaz, vice da chapa, usou a campanha vitoriosa de Germano Rigotto (MDB) ao governo do Estado em 2002 como incentivo ao filiados presentes. Atualmente na disputa do senado, Rigotto, da mesma forma que Maranata neste, não estava entre os primeiros colocados nas primeiras pesquisas de intenção de voto.
O presidente do PSDB-RS, Moisés Barboza, buscou colocar o partido longe daquilo que chamou de “Bolsolulopetismo”. “O PSDB é a oposição ao ‘Lulopetismo’ muito antes de existir o bolsonarismo. Mas sem ser vil, sem ser baixo, mas com oposição programática e de conteúdo”, exclamou Barboza durante o discurso.
A convenção da federação serviu também para confirmar as candidaturas de Renato Jaguarão (Cidadania) e Milton Cardoso (PSDB) ao Senado. Os nomes do PSDB e do Cidadania que vão disputar os cargos de deputados estaduais e federais não foram anunciados.
Cardoso reforçou as propostas que vai defender ao longo da campanha para o Senado Federal. Em tom crítico, pautou o impeachment do Supremo Tribunal Federal (STF) e a extinção dos mandatos de oito anos. Jaguarão reforçou, ainda que de forma mais amena, o STF, pontuando o suposto envolvimento de ministros no caso do Banco Master.
Fonte: Correio do Povo


