
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (17), mostrou expansão de 0,1% em maio, na comparação com o mês anterior. Nos últimos 12 meses, o indicador também registrou avanço, de 1,4%. Os números do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), conhecido por antecipar os números do PIB — são a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. No entanto, o resultado oficial só será divulgado em 1 de setembro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE. O índice do Banco Central mostra o nível de atividade dos setores da economia — agropecuária, indústria, comércio e serviços — e do volume de impostos arrecadados no país. Setorialmente, o indicador apresentou queda em relação à agropecuária (-1,0%), 0,4% na indústria e 0,1% em serviços, mesmo percentual de elevação no item impostos.
O índice também apresenta detalhes sobre a evolução da atividade econômica e ajuda o BC a tomar decisões sobre a Selic — a taxa básica de juros no Brasil, definida atualmente em 14,5% ao ano. A Selic é o principal meio para a instituição financeira garantir o alcance da meta definida para a inflação. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central aumenta a taxa básica de juros, por exemplo, a finalidade é conter uma demanda aquecida.
A medida causa reflexos nos preços, faz o crédito encarecer e estimula a poupança por parte da população. Contudo, ao mesmo tempo em que taxas de juros mais altas ajudam a reduzir a inflação, elas podem dificultar a expansão da economia.
(*) com R7


