
O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, afirmou nesta quarta-feira (15), em Porto Alegre, que o principal desafio do Brasil é superar o que chamou de “interdição institucional” ao desenvolvimento do país. A declaração foi feita durante participação no Tá na Mesa, promovido pela Federasul.
Segundo Rebelo, órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF), Ministério Público, Ibama, Funai e outros órgãos de controle acabam impondo obstáculos à execução de obras e investimentos em áreas como infraestrutura, mineração, logística e energia. Para o ex-ministro, o país precisa “desinterditar” sua economia para voltar a crescer.
Entre as propostas apresentadas, Rebelo defendeu mudanças no modelo de licenciamento ambiental. Segundo ele, além dos critérios ambientais, os processos deveriam considerar os impactos sociais e econômicos dos empreendimentos, com prazo máximo para análise dos projetos.
O pré-candidato também citou o potencial econômico da exploração de petróleo na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas, além da produção de minerais estratégicos, como as terras raras. Na avaliação dele, o Brasil deixa de aproveitar riquezas naturais por causa da burocracia e da insegurança jurídica.
Ao comentar o cenário político para 2026, Rebelo afirmou que a disputa presidencial tende a ficar concentrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Rebelo, os demais pré-candidatos enfrentam dificuldades para ganhar espaço no cenário nacional.
Sobre a situação no Democracia Cristã, Rebelo confirmou que mantém a pré-candidatura à Presidência, apesar do impasse envolvendo o nome do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Segundo ele, a questão foi judicializada para garantir sua participação na convenção nacional do partido, prevista para o fim deste mês, e a pré-campanha segue normalmente em diferentes estados do país.


