
A Câmara de Vereadores de Santana do Livramento aprovou a abertura de um processo de cassação contra a vereadora Eva Coelho (PL). A decisão ocorreu após o protocolo de uma denúncia que aponta suposta infração político-administrativa por quebra de decoro parlamentar.
A vereadora Eva Coelho Rosa, conhecida como Simplesmente Eva (PL) admitiu em uma transmissão ao vivo nas redes sociais ter agredido a própria cachorra, Maristela, com uma vassoura. As falas foram feitas dias antes, mas viralizaram na última terça-feira (7).
Eva negou os maus-tratos, indicando que precisou intervir de forma enérgica para separar uma briga entre seus cães, alegando que “eles teriam se matado”. Após intervir, a cadela teria convulsionado, mas a parlamentar seguiu sem prestar socorro ao animal.
A Associação Santanense de Proteção aos Animais (Aspa) divulgou na íntegra o vídeo de Eva e alegou que “diante da gravidade das declarações”, a entidade “preservou integralmente o conteúdo da transmissão e está adotando as medidas cabíveis para que os fatos sejam devidamente apurados pelos órgãos competentes”.
O deputado federal Matheus Laiola (União-PR) enviou um ofício à Câmara Municipal de Santana do Livramento, ao Ministério Público (MPRS) e à Polícia Civil pedindo apuração e responsabilização da vereadora.
Com a instauração do processo, será formada uma comissão processante, responsável por conduzir o andamento do pedido, garantindo o direito à ampla defesa. Após a elaboração do parecer pela comissão, o processo retorna ao plenário para ser votado.
Vereadora optou por não se manifestar após abertura do processo
A vereadora Eva Coelho, representada pela advogada Mônica Llillielli, indicou ao Correio do Povo que não irá se manifestar no momento.
Na semana passada, a defesa havia se manifestado indicando que as declarações ocorreram em “momento de intenso abalo emocional”, após uma briga entre cães que colocou seu irmão, pessoa com deficiência física, em situação de risco. A defesa diz que Maristella foi avaliada por veterinários, assim como as condições em que ela e os outros animais vivem na residência da vereadora. Além desses pontos, a nota divulgada ressaltava que Eva está arrependida das palavras usadas, mas informou que não fará novas manifestações públicas sobre o caso enquanto durarem os procedimentos administrativos e judiciais.
Fonte: Correio do Povo


