
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,85% em junho, acima da taxa de variação de 0,77% observada no mês anterior. A tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 6,71%. Esse resultado representa uma desaceleração em comparação com junho de 2025, quando o índice acumulava alta de 7,19% no mesmo período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGB/Ibre).
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,80% em junho, após alta de 1,02% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 1,08% em maio para 0,86% em junho. Esse movimento reflete uma tendência de desaceleração nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, três dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuo em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo “materiais para estrutura”, que passou de 0,99% para 0,73%.
No âmbito do grupo de Serviços, observou-se uma redução em sua taxa de variação, que passou de 0,50% em maio para 0,28% em junho. Esse decréscimo foi reflexo do item “conta de energia”, que viu sua taxa passar de 3,02% para 1,10%. A variação do índice de Mão de Obra foi de 0,91% em junho, marcando um avanço quando comparada ao valor de 0,43% observado em maio.
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou desaceleração em cinco das sete capitais que compõem o índice no mês de junho: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Em contraste, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de construção nessas localidades.


