
Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) estiveram reunidos, na tarde desta terça-feira (16), para o primeiro Debate Granpal 2026. Os quatro pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul – de partidos com representação no Congresso Nacional – discutiram os rumos da Região Metropolitana de Porto Alegre em evento realizado no Instituto Caldeira e transmitido pelo Correio do Povo e pela Rádio Guaíba.
No terceiro dos cinco blocos de debate, os pré-candidatos responderam perguntas propostas pela sociedade civil. A ordem das respostas foi decidida por sorteio. Cada pré-candidato pôde escolher outro para comentar.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, Carlos Klein, iniciou a rodada de perguntas. Ao ser indagado sobre a possibilidade de elevação da carga tributária e as propostas para equalização de déficits orçamentários, Marcelo Maranata (PSDB) destacou a importância de olhar para as necessidades dos empreendedores e trazer novas empresas para o Estado.
“Está difícil ser empreendedor, está difícil viver no nosso País. As pessoas estão pedindo empréstimos para pagar as contas do mês. Não podemos mais aumentar impostos”, afirmou Maranata.
Em resposta, o pré-candidato Luciano Zucco (PL) comentou que os governos estadual e federal não estão aptos para falar sobre o aumento de impostos.
A segunda pergunta ficou a cargo da médica de família, professora e assessora de saúde pública e atenção primária da Reitoria da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Maria Eugênia Bresolin Pinto. Ao ser questionado sobre a necessidade de propostas para financiamento permanente voltado à saúde mental, Luciano Zucco (PL) destacou, especialmente, a necessidade de ampliar a rede de telemedicina e reavaliar os programas de saúde vigentes no Estado.
“É importante conhecer a gestão, mas mais importante ainda é ter a liderança. Vamos avaliar o Programa Assistir, avaliar os repasses com os prefeitos e impulsionar a telemedicina”, ponderou.
Marcelo Maranata (PSDB), em resposta a Zucco, destacou que, em um Rio Grande do Sul marcado por pandemia e enchentes, o desafio do próximo governador será “levantar a autoestima dos gaúchos e criar uma linha de cuidado”.
Na sequência, o CEO do Instituto Caldeira, Pedro Valério, indagou sobre prioridades de gestão. Em resposta, Gabriel Souza (MDB) destacou que a sua principal bandeira será a educação. Para o pré-candidato, é preciso aumentar o ensino em tempo integral, favorecer o ensino técnico e continuar investindo em inovação.
“Nós somos favoráveis a priorizar a educação usando a inovação. Quero fazer o maior programa de ensino técnico da história do Rio Grande do Sul”, afirmou Gabriel.
Escolhida para comentar, Juliana Brizola (PDT) concordou que o Estado cresceu em termos de inovação, mas apontou lacunas. “Para quem está chegando essa inovação? A nossa educação pública está pedindo socorro, não adianta ter inovação para poucos.”
O último a perguntar foi o líder da Influência da Coalizão RS, Ronald Krummenauer, que questionou sobre as propostas para aprimorar a resiliência climática no Estado. Juliana Brizola (PDT) afirmou que quer, a curto prazo, favorecer a integração entre municípios da Região Metropolitana, investir em sistemas de monitoramento e alerta, e incentivar o diálogo entre os governos municipais, estadual e federal.
“Todos nós sabemos o que passamos. Tudo o que a gente quer é que isso não se repita. Dinheiro tem para obras”, completou.
Em resposta, Gabriel Souza (MDB) destacou os investimentos que já foram feitos em sistemas de alerta e monitoramento. “Nós estamos com o Estado muito melhor preparado do que estávamos em 2023 e 2024”, afirmou.
Fonte: Correio do Povo


