
Na comparação com o mês anterior, o volume de serviços do país avançou 1,2% em abril de 2026, recuperando, integralmente, a perda de 1,1% observada em março. O resultado foi acompanhado por todas as cinco atividades investigadas, com destaque para os transportes (0,9%). Em relação a igual mês de 2025, o volume de serviços teve expansão de 1,9% em abril de 2026, registrando o 25º resultado positivo consecutivo. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje, 11, pelo IBGE. No Rio Grande do Sul o crescimento foi de 1,4% em igual período.
“De fato, o mês de abril trouxe uma recuperação integral do revés observado em março. Esse movimento também se deu de forma disseminada, ou seja, se em março todos os cinco setores recuaram, em abril, fizeram o movimento inverso, quando todos cresceram”, explica Rodrigo Lobo, gerente da PMS.
Ainda segundo ele, esse movimento de queda brusca seguida de uma retomada está relacionado a uma certa compensação de dias úteis: “O resultado de março pode ser explicado por conta do modelo de ajuste sazonal. Foi um mês com uma quantidade elevada de dias úteis (22) e o modelo acaba suavizando o movimento, o que acabou gerando uma pressão maior sobre o mês passado. Já abril acabou beneficiado por essa base de comparação mais baixa do mês anterior”.
A leitura do setor de serviços, de acordo com Rodrigo, é que ele opera, em abril de 2026, no mesmo nível de dezembro de 2025 e de janeiro e fevereiro de 2026. “Reforço, portanto, que o setor de serviços mantém operando em patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do topo de sua série, alcançado em outubro de 2025, mas sem uma trajetória muito bem definida”. Ainda em relação ao mês de abril de 2026, o destaque foi para o setor de transportes (0,9%), que recuperou parte da perda observada em março (-1,6%).
“O resultado do setor de transportes é explicado, em grande medida, pelo avanço de 7,0% observado no segmento de transporte aéreo de passageiros. Esse avanço ocorre após dois resultados negativos seguidos, quando o segmento perdeu, de forma acumulada, 16,6%, entre fevereiro e março de 2026. Essa volatilidade é fortemente influenciada pelos preços das passagens aéreas, já que em fevereiro e março houve avanço de 18,4% nos preços, enquanto em abril houve queda de 14,45% desse subitem do IPCA”, explica Rodrigo.
No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 2,2% frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos doze meses foi a 2,9%, mantendo o ritmo de expansão frente ao observado em março (2,9%).
COMPARAÇÃO
Na comparação com abril do ano anterior, o volume do setor de serviços registrou expansão de 1,9% em abril de 2026, alcançando o vigésimo quinto resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados.
Entre os setores, o de informação e comunicação (6,3%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; e telecomunicações.
Em termos regionais, 14 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços em abril de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior, evidenciando o avanço observado no resultado do Brasil (1,2%), na série com ajuste sazonal. Entre os locais que apontaram taxas positivas em abril, o impacto mais importante veio de São Paulo (1,4%), seguido por Paraná (3,0%), Minas Gerais (1,4%) e Alagoas (23,3%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (-3,6%) e Distrito Federal (-5,5%) exerceram as principais influências negativas do mês, seguidos por Santa Catarina (-1,6%), Mato Grosso (-1,2%) e Amazonas (-2,0%).
“O resultado regional, na verdade, trouxe um certo equilíbrio, na medida em que 14 unidades da federação ficaram no campo positivo, acompanhando o movimento do Brasil, e outras 12 mostraram taxas negativas. Houve ainda um local que mostrou estabilidade. Porém, o resultado de cada UF traz sua dinâmica própria. São Paulo, por exemplo, que foi o principal impacto positivo, foi influenciado pelo avanço em atividades jurídicas, transporte aéreo e serviços financeiros auxiliares”, esclarece Rodrigo.