
A mais recente edição da pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (1º), mostra que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera as intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lula aparece com 45%, enquanto Flávio tem 40%.
O estudo também apontou uma queda na popularidade do parlamentar em relação ao levantamento anterior — feito antes da divulgação das conversas de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, quando ele pediu dinheiro ao empresário para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em um mês, Flávio recuou quatro pontos percentuais, enquanto o petista oscilou dois pontos para cima.
Confira:

Primeiro turno
O instituto fez dois cenários estimulados para o primeiro turno. Nesse modelo, uma lista de possíveis candidatos é apresentada aos eleitores. Veja a seguir:


Segundo turno
Em um eventual segundo turno com outros pré-candidatos na disputa contra o petista, Lula empataria com Ronaldo Caiado (PSD) — cada um teve 43% das intenções de voto — e com Romeu Zema (Novo), dentro da margem de erro: o petista alcançou 43%, e o ex-governador de Minas Gerais, 40%.
Quando as opções para eventual segundo turno foram Lula e Renan Santos (Missão) ou Aécio Neves (PSDB), o atual presidente da República ganharia: por 46% x 30% e por 47% x 23%, respectivamente.





A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros, entre a última segunda (29) e a terça-feira (30). O índice de confiança é de 95%, e a margem de erro, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o código BR-05864/2026.
Os entrevistados também responderam sobre em quem votariam caso o candidato de preferência pessoal ficasse fora da disputa. Enquanto a maior parte (28%) dos eleitores de Lula declarou que anularia o voto, os apoiadores de Flávio afirmaram que optariam por Ronaldo Caiado (23%), Romeu Zema (20%) ou Renan Santos (17%).
No quesito rejeição, Lula e Flávio ficaram empatados. Os dois foram mencionados por 96% dos entrevistados — 48% cada — quando a pergunta era em quem o eleitor não votaria.
O instituto mensurou, ainda, a opinião popular sobre temas de relevância ao longo do mês. Ao serem questionados sobre a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1, mais da metade dos entrevistados (52%) afirmou não saber, ou não quis responder, quem era o responsável pela adoção da medida.
Entre os que apontaram algum responsável: 22% atribuíram o resultado a Lula; 13% o associaram ao Congresso Nacional; 6% o relacionaram ao PT (Partido dos Trabalhadores); 3%, a Jair Bolsonaro (PL); 2% ao STF (Supremo Tribunal Federal); e 2%, a “outros”.
Ainda sobre temas de repercussão recente, houve empate na opinião dos eleitores que consideraram negativa (29%) e positiva (29%) a reunião entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar disso, a maioria (42%) considerou o encontro “neutro”.
Fonte: R7


