
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV IBRE avançou 0,9 ponto em maio, para 88,7 pontos, encerrando uma sequência de três meses de quedas consecutivas do índice. Na média móvel trimestral, o índice segue em tendência descendente, com queda de 0,5 ponto, para 88,3 pontos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre).
“A confiança do setor de serviços avançou novamente em maio, impulsionada pela melhora nas expectativas para os próximos meses. A recuperação sugere uma acomodação do pessimismo que marcou abril, quando os impactos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo pesaram mais intensamente sobre as perspectivas do empresariado. Em sentido oposto, a avaliação sobre a situação atual cedeu, indicando que o ambiente de juros restritivos e elevado endividamento das famílias ainda se fazem sentir na atividade corrente. Nos segmentos mais ligados ao consumo das famílias, nota-se algum alívio na renda, associado à isenção do IR, ao crescimento da massa real de rendimentos e a um mercado de trabalho ainda aquecido, sustentando a demanda do setor no presente. Para os próximos meses, um prolongamento do conflito pode pressionar os custos e adiar o alívio monetário esperado, e dificultar uma recuperação mais consistente da confiança ao longo do ano.”, avaliou Stefano Pacini, economista do FGV IBRE.
A alta do ICS foi resultado das variações contrárias dos seus componentes. O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 0,4 ponto, para 91,7 pontos, a segunda queda consecutiva, e o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 2,1 pontos, para 85,8 pontos. O resultado encerra a sequência de três meses de quedas consecutivas do IE-S, período em que acumulou perda de 6,6 pontos. Os dois componentes do ISA-S apresentaram comportamentos distintos: o indicador de volume de demanda atual registrou alta de 0,5 ponto, para 92,7 pontos, enquanto o de situação atual dos negócios recuou 1,3 ponto, para 90,6 pontos. Pela ótica do IE-S, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses voltou a subir, com alta de 0,9 ponto, para 85,4 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses avançou 3,2 pontos, alcançando 86,3 pontos