
Com preços flutuando entre R$ 5,94 e R$ 7,59 nos postos de combustíveis, a crise de abastecimento do diesel segue prejudicando a prestação de serviços nos municípios do Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento da Federação das Associações de Municipios do Rio Grande do Sul (Famurs), pelo menos 45% das prefeituras já relataram algum impacto na prestação de serviços públicos.
A crise energética está relacionada ao conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. Conforme o monitoramento médio de preços, o litro do diesel sofreu uma leve queda, após uma sequência de elevação contínua. Apesar da variação de valores na região Metropolitana, a tendência é de estabilidade no litro do Diesel B S10 Comum que, nesta segunda-feira, está cotado entre R$6,74 em Cachoeirinha e R$ 7,59 em Canoas.
Já o litro da gasolina pode ser encontrado com preços que variam entre R$ 5,97 no Bairro Hípica e R$ 6,79 na Vila Ipiranga, em Porto Alegre. Os valores oscilam com tendência de leve queda no acumulado da última semana na maior parte dos postos de combustíveis da Capital. Os dados fazem parte da plataforma de monitoramento de valores do aplicativo Menor Preço, que pertence ao programa Nota Fiscal Gaúcha.
O relatório divulgado pela Famurs elenca obras (46%), agricultura (25%) e educação (15%) como os seguimentos mais impactados pela falta do combustível. Preços elevados ou muito elevados são registrados em pelo menos 86% das cidades gaúchas e cerca de 6% sofrem a falta de abastecimento.
“É o diesel que move as máquinas das obras, o transporte de insumos e a logística da produção agrícola. Além disso, o encarecimento também chega aos fornecedores, pressionando ainda mais os orçamentos públicos. Na prática, essa situação se traduz em maior dificuldade para garantir a entrega dos serviços à população”, afirma a presidente da entidade, Adriane Perin de Oliveira.
A crise no abastecimento e na alta de preços reflete em todos os setores com a manutenção apenas das atividades essenciais em cerca de 5% municípios. Outras áreas como infraestrutura e saúde somam impacto de 9%. Das 215 prefeituras que participaram do levantamento, 96 relatam a redução ou a interrupção na prestação de serviços.
Procurado pela reportagem, o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do Rio Grande do Sul (Sulpetro) não se manifestou até a última atualização desta matéria.
Fonte: Correio do Povo