
O evento, com a tradicional tainha na taquara no almoço, contou com a presença de autoridades e moradores locais. A feira, uma das mais tradicionais do calendário da cidade, projeta neste ano igualar ou superar as 535 toneladas do pescado comercializadas em 2025.
Ela ocorre em três locais: no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico, entre os dias 30 de março e 3 de abril; além das ilhas e bairros Restinga e Belém Novo, entre os dias 1º e 3. No Centro Histórico, o funcionamento será das 8h às 22h entre segunda e quarta-feira, quinta das 8h à meia-noite, e na Sexta-Feira da Paixão, das 8h às 13h. Nas ilhas e Restinga, quarta e quinta o funcionamento é entre às 8h e às 19h, e na sexta, das 8h às 13h.
“Sempre fazemos questão de reafirmar que a Feira do Peixe se confunde com a própria história da cidade. É um evento econômico que, além da sustentabilidade econômica das famílias dos pescadores, também é um evento cultural. Aproveitamos também para usar como um link para as pessoas consumirem mais peixes durante o ano, ter uma alimentação mais saudável”, disse o secretário de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural (SMGOV), Cássio Trogildo. Conforme ele, a Prefeitura investiu R$ 600 mil no evento. No ano passado, 700 mil pessoas passaram somente pela edição do Centro Histórico.
“Certamente teremos boas vendas, ainda mais depois de um ano ainda difícil, em que somente parte dos pescadores recebeu efetivamente o seguro-defeso”, acrescentou o presidente da Z-5, Gilmar da Silva Coelho. De acordo com ele, neste ano, houve um aumento do número de bancas dos associados da Z-5 no evento. “Há muitas pessoas que vêm buscar nossos produtos em pescadores específicos, então já ficou uma tradição mesmo”, salientou Coelho.
O gari Marcos Remi Azevedo, morador da Ilha da Pintada, era um dos que estavam participando da preparação do assado da tradicional tainha, durante o evento de lançamento. “As enchentes nos prejudicaram bastante, houve alguns pescadores que precisaram vender as coisas, inclusive. Porém a situação está gradualmente melhorando, voltando para a normalidade”, disse Azevedo.
Fonte: Felipe Faleiro / Correio do Povo