
O Monitor do PIB-FGV mostra crescimento de 0,2% da atividade econômica em janeiro na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,2% em janeiro e 1,9% no trimestre findo em janeiro. A taxa acumulada em 12 meses até janeiro foi de 2,2%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Em termos monetários, estima-se que o PIB em valores correntes em janeiro de 2026, tenha sido de 1,078 trilhão de Reais.
“A economia brasileira cresceu 0,2% em janeiro, frente a dezembro de 2025, sendo este o terceiro crescimento consecutivo da atividade. Apesar disso, nota-se que o baixo crescimento estimado para o PIB em janeiro reflete o observado nas diversas atividades econômicas, confirmando a expectativa de estabilidade na economia em meio ao elevado patamar atual dos juros no país.”, segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.
O consumo das famílias segue mantendo o ritmo de crescimento semelhante ao observado no fim do ano passado. O resultado reflete contribuições positivas de todos os seus componentes, com destaque para o consumo de serviços, responsável pela maior parcela da expansão. Com isso, o consumo das famílias completa três trimestres móveis consecutivos de crescimento mais expressivo.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) manteve a trajetória de retração observada desde o final do ano passado. Os segmentos da construção e de máquinas e equipamentos contribuíram negativamente para o componente, sendo máquinas e equipamentos o principal responsável pelo resultado, com recuo de 4,7% no trimestre móvel findo em janeiro.
EXPORTAÇÃO/IMPORTAÇÃO
Todos os componentes das exportações tiveram contribuição positiva. Mais de 75% desse crescimento foi explicado pelo bom desempenho das exportações de produtos agropecuários, da extrativa mineral e de serviços. O resultado foi influenciado principalmente pela forte contribuição negativa das importações de bens intermediários. Também contribuíram negativamente as importações da extrativa mineral e da agropecuária. Em sentido oposto, as importações de bens de consumo apresentaram crescimento e contribuíram positivamente. Assim, apesar do avanço em alguns segmentos, a retração concentrada em bens intermediários foi determinante para o recuo das importações no período.