
O volume de Serviços do país variou 0,3% em janeiro de 2026, em relação a dezembro último, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o setor de Serviços iguala o patamar recorde da série histórica, que também foi alcançado nos meses de outubro e novembro do ano passado, ficando, ainda, 20,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada nesta sexta-feira, 13.
Houve taxas negativas em oito dos 17 estados em que essa atividade é pesquisada. O impacto negativo mais relevante veio do Paraná (-9,4%), com Pernambuco (-8,1%) e Rio de Janeiro (-1,6%) em seguida. Já São Paulo (0,6%) foi a influência positiva mais intensa, seguido por Amazonas (4,7%) e Pará (3,2%). Rodrigo avalia que “o recuo nos serviços prestados às famílias, notadamente na parte de restaurantes, foi determinante para o revés apresentado nas atividades de serviços correlatas ao turismo, explicado, em grande medida, por conta de uma base de comparação mais elevada no mês de dezembro”.
Frente a janeiro de 2025, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 3,5%, puxado pelos ramos de transporte aéreo de passageiros; agências de viagens; restaurantes; e serviços de reservas relacionados a hospedagens.
Nessa comparação, houve taxas positivas em onze das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado, com destaque para São Paulo (5,0%) e Rio de Janeiro (11,9%), seguidos por Pará (17,9%), Distrito Federal (8,8%), Mato Grosso (20,7%) e Amazonas (13,7%). O principal impacto negativo do mês veio de Minas Gerais (-6,5%), com Santa Catarina (-6,3%), Pernambuco (-6,6%) e Goiás (-8,4%) a seguir.
ESTABILIDADE
Em janeiro de 2026, o volume de serviços de transporte de passageiros no Brasil mostrou estabilidade (0,0%) em relação a dezembro, na série com ajuste sazonal. Esse segmento está 6,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 17,9% abaixo do auge da série histórica (fevereiro de 2014).
Por sua vez, o volume do transporte de cargas teve variação positiva de 0,1% em janeiro, ficando 4,3% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 38,3% acima do nível pré-pandemia (fevereiro 2020).
No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros mostrou expansão de 5,7% em janeiro de 2026, décimo sétimo resultado positivo seguido; ao passo que o transporte de cargas avançou 3,0%, no mesmo tipo de confronto, registrando, assim, o nono avanço consecutivo.