
Três detentos da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) são suspeitos de envolvimento no incêndio de três ônibus em Porto Alegre. Eles foram identificados como José Dalvani Nunes Rodrigues, o Minhoca, Márcio de Oliveira Chultz, o Alemão Márcio, e Cristian dos Santos Ferreira, o Nego Cris, investigados como mandantes da queima dos coletivos no bairro Morro Santana, na última segunda-feira.
O advogado Jean de Menezes Severo, que representa Minhoca e Alemão Márcio, nega qualquer envolvimento deles no ocorrido. A reportagem tenta contato com a defesa de Nego Cris.
Na semana passada, os presos teriam manifestado insatisfação com as novas regras do estabelecimento, que incluem fim das cantinas, uso de uniforme e mudanças nas visitas. Eles acabaram sendo transferidos ao módulo de segurança máxima da unidade, entre a noite de segunda-feira e madrugada, permanecendo isolados desde então.
De acordo com o advogado Jean Severo, Minhoca e Alemão Márcio negam as alegações. Ele também adiciona que seus clientes são alvo de preconceito, devido ao fato de serem apontados por forças de segurança como líderes de facção.
“Posso afirmar, com a máxima certeza, que José Dalvani e Marcio Chultz são completamente inocente dessas acusações. Os dois querem apenas terminar de cumprir as suas penas, para que possam voltar ao trabalho, bem como para suas famílias. Infelizmente, foi criado um estigma sobre eles, que estão sendo acusados injustamente, mas a verdade irá prevalecer”, enfatiza Jean Severo.
A reportagem insiste no contato com a defesa de Nego Cris, mas ainda não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.
Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Polícia Civil, Brigada Militar e Polícia Penal dizem que esses apenados seriam liderança da facção Bala na Cara. Os três já tiveram passagens no Sistema Penitenciário Federal, mas acabaram retornando ao território gaúcho.
Fonte: Marcel Horowitz / Correio do Povo