
O tráfego nas rodovias do Rio Grande do Sul acumulou alta de 5,9% no primeiro bimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento das viagens realizadas por veículos leves (+7,4%), além de contribuição mais moderada do fluxo de veículos pesados (+0,6%).
Na comparação mensal, o indicador mostra que o tráfego avançou 1,9% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado foi sustentado sobretudo pela expansão no fluxo de veículos pesados (+3,1%), enquanto o segmento de veículos leves cresceu 1,4% no período. Em relação a fevereiro de 2025, o tráfego agregado nas rodovias gaúchas registrou alta de 7,0%, impulsionado pelo crescimento das viagens realizadas por veículos leves (+8,4%) e também pelo aumento no fluxo de veículos pesados (+2,3%).
Considerando o recorte de 12 meses, o índice aponta forte expansão de 13,3% no fluxo agregado de veículos nas rodovias do Estado frente aos 12 meses anteriores. O resultado foi explicado principalmente pelo avanço no tráfego de veículos leves (+14,8%), acompanhado também por crescimento relevante entre veículos pesados (+8,6%).
Dados mais recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram ainda que o Rio Grande do Sul contava com uma frota de 8.527.152 veículos em janeiro de 2026, o equivalente a 6,6% da frota nacional. O total representa alta de 0,2% no mês, contribuindo para crescimento de 2,6% no acumulado do ano. A frota gaúcha é composta majoritariamente por automóveis (57,8%), seguidos por motocicletas (14,7%), caminhonetes (8,3%), camionetas (4,9%), caminhões (3,0%) e reboques (2,9%), além de outros tipos de veículos (8,4%).
Em relação ao combustível, predominam veículos movidos exclusivamente a gasolina (44,4%), seguidos pelos flex (gasolina ou etanol), que representam 38,1% da frota. Veículos a diesel correspondem a 9,3%, enquanto etanol (2,3%), GNV (0,9%) e elétricos ou híbridos (0,4%) completam a distribuição, além de outras alternativas (4,7%). A idade média da frota gaúcha é de 19,0 anos, indicando uma predominância de veículos mais antigos em circulação no estado.