
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas subiu 9,2 pontos em março, para 115,0 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 3,5 pontos, para 112,6 pontos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas subiu 2,2 pontos em abril, para 117,2 pontos, o maior nível desde abril do ano passado. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador ficou estável em 112,7 pontos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). A segunda alta consecutiva do Indicador de Incerteza reflete a manutenção das incertezas externas e seus impactos na economia brasileira.
“O componente de Mídia subiu motivado pelo debate público nos veículos de comunicação sobre os desdobramentos da Guerra entre Irã, Israel e EUA, e as tensões que o conflito trouxe para o contexto mundial. Mas a principal contribuição para a alta do IIE-Br no mês veio do componente de Expectativas, que subiu refletindo uma maior dispersão das previsões para a taxa Selic e a inflação nos próximos 12 meses. A alta do IIE-Br leva o indicador para o maior nível desde abril do ano passado, quando ele havia sido impactado pela política tarifária agressiva no início do governo Trump II. A manutenção de um nível elevado de incerteza econômica no país continua sendo determinada pelo turbulento cenário internacional”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
O componente de Mídia do IIE-Br subiu 1,1 ponto, para 118,3 pontos, contribuindo positivamente com 1,0 ponto para o resultado agregado. O componente de Expectativas que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, subiu 6,3 pontos no mês, passando a 105,9 pontos, maior nível desde janeiro deste ano (110,6 pts.) e contribuindo positivamente com 1,2 ponto para a alta do IIE-Br.