
Ainda não há prazo concreto e definido oficialmente para a retomada da navegação noturna na área portuária de Porto Alegre, de acordo com a Portos RS, porém deverá acontecer em breve. Existem conversas em curso com órgãos reguladores, no sentido da volta do serviço, considerado essencial para o porto e a economia do Rio Grande do Sul, apesar da liberação ter sido assinada pelo governador Eduardo Leite, Marinha do Brasil e a estatal portuária estadual ainda na metade de janeiro deste ano, em uma solenidade realizada no Palácio Piratini.
Ela é aguardada há, pelo menos, 42 anos. Já a navegação de longo curso, retomada há exatamente um mês, com a chegada do navio Equinox Eagle, com bandeira das Ilhas Cayman e carga de 11 mil toneladas de nitrato de potássio, vindo de São Petersburgo, na Rússia, está sendo realizada. A volta do longo curso foi conduzida de forma integrada entre estes entes, mais a praticagem da Lagoa dos Patos.
O nível do Guaíba, enquanto isto, tinha medição de cerca de 82 centímetros na manhã da última quinta-feira, de acordo com o monitoramento hidrotelemétrico da Agência Nacional de Águas (ANA), com grandes oscilações nas semanas anteriores. De acordo com os órgãos envolvidos, a retomada do longo curso, ou seja, navios de grande porte, ocorreu devido aos investimentos na dragagem e no retorno da navegabilidade; entre eles, recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) somando R$ 258 milhões.
O acúmulo de sedimentos no Guaíba a partir das enchentes históricas de 2024 em rios como Taquari, Sinos e Gravataí, que desembocam no principal curso d’água de Porto Alegre, fez a profundidade dos principais canais e o calado de 5,18 metros reduzir, prejudicando o trânsito de grandes navios na hidrovia por onde circulam, em média, seis milhões de toneladas de cargas por ano.
A necessidade destas obras, especialmente em canais como da Feitoria, Leitão e Furadinho, havia sido apontada por empresários como uma das grandes dores da navegação interior gaúcha, após sucessivos encalhes de grandes navios, especialmente no final do ano das inundações, frustrarem negócios com diversas indústrias da região Metropolitana, como no Polo Petroquímico, em Triunfo.
Fonte: Felipe Faleiro / Correio do Povo