
A queda de 0.2% de dezembro do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e divulgado nesta quinta-feira, 19, pelo Banco Central veio menos intensa do que analistas projetavam, o que implica um maior dinamismo no quarto trimestre do que aquele projetado antes dos dados sobre o quarto trimestre. O indicador apresentou um crescimento de 2,5% em 2025. Nas últimas leituras, tanto do IBC-Br quanto nas pesquisas mensais, a atividade econômica tem sido sustentada pelos setores não cíclicos principalmente indústria extrativa e agro.
“Todavia há uma desaceleração mais acentuada nos ciclos. Porém a PMC de novembro, com um impulso importante principalmente os itens da Black Friday e a PMS resiliente de dezembro, fez com que o item de serviços do IBC-BR mostrasse alguma resiliência acima do esperado e, portanto, mantendo resiliência da atividade econômica no quarto trimestre”, comenta Antonio Ricciardi, economista do Daycoval,
Já para Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, o resultado do indicador embora o comportamento entre os setores apurados na publicação não estivesse muito distante do antecipado, a agropecuária cresceu 2,3% e a indústria, 0,3% no mês – ambos acima das expectativas. Já o setor de serviços veio em linha com o esperado e recuou 0,3% no mês de dezembro. “Analisando o comportamento do ano, o BC apurou um crescimento bastante robusto da atividade econômica, de 2,5% em 2025. Esse bom desempenho foi derivado da forte expansão da agricultura, que cresceu 13,1%, e do setor de serviços, que aumentou em 2,1%. Olhando para 2026, esperamos acomodação da atividade, reflexo dos efeitos desfasados do ciclo de aperto monetário e da expectativa de uma safra mais fraca nesse ano. Projetamos expansão entre 1,5% e 2,0% no ano de 2026 para o IBC-Br”, diz.
Ricciardi entende que se a atividade mostra-se mais resiliente do que o esperado e agora no primeiro trimestre de 26 vai ter um impulso positivo sobre atividade, na nossa leitura, faz mais sentido cortar 0.25 na próxima reunião, diante de um cenário com uma desaceleração menos intensa da atividade econômica. Além disso o resultado do IBC-Br gera um viés de alta para a nossa projeção do PIB para o quarto trimestre. “A gente tem 1,6% no year-over-year, porém esse resultado, principalmente com serviços mais forte, gera um viés de alta que deve fechar em 1.7%. Isso deve fazer com que em 2025 a atividade tenha crescido em torno de 2.2 ou 2.3%. Para 2026 o ponto de atenção deve ser principalmente o consumo das famílias, uma vez que vai ter um impulso diante do IRPF e da valorização do salário mínimo”, comenta