
No Dia Mundial do Vinho, celebrado em 18 de fevereiro, o Rio Grande do Sul reafirma sua posição como principal destino de enoturismo do país. Com sua diversidade de terroirs, qualificação da oferta e experiências de alto valor agregado, o setor também vem se conectando com um dos segmentos de viagens que mais cresce: o turismo wellness (ou turismo de bem-estar).
Mais do que descanso, o turista deseja conexão, sensação de pertencimento e vivências que cuidam da mente, do corpo e da alma. “Até pouco tempo atrás a visita às vinícolas baseava-se na degustação e contemplação da paisagem, hoje percebe-se uma demanda crescente por experiências mais profundas, sensoriais e participativas”, afirma Chay Amorim, vice-presidente Administrativa da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (ABAV-RS).
Para atender este perfil de viajante cada vez mais interessado em vivências autênticas, as agências de viagem, destinos e vinícolas apostam em roteiros diferenciados, que incluem caminhadas interpretativas pelos vinhedos, piqueniques ao pôr do sol, trilhas, roteiros de bicicleta e até práticas de yoga em meio às paisagens rurais. Atividades fora do óbvio, que conectam o turista à cultura do vinho ao mesmo tempo que reforçam sua dimensão de bem-estar.
Um dos principais exemplos desse movimento ocorre durante Vindima, período da colheita das uvas (entre janeiro e março). A temporada é marcada por experiências imersivas nas quais os visitantes participam da colheita, da pisa das uvas, de almoços harmonizados nos vinhedos, além de programações culturais e festas temáticas nas propriedades.
Para Chay, o vinho deixa de ser apenas produto e passa a ser mediador. “ O viajante não deseja apenas provar o vinho, ele quer compreender sua origem, participar do processo, sentir o ritmo da natureza e mergulhar na identidade do lugar. Vinícolas e agentes de viagens tem no momento uma oportunidade incrível de explorar essa tendência. E nesse intuito ações como famtours e visitas técnicas já têm sido desenvolvidas”, conta.