
O prefeito de Júlio de Castilhos, Bernardo Della Corte, decretou situação de emergência no município da região Central. A estiagem, que causa prejuízos na produção agrícola, é a razão da medida. Segundo laudo apresentado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), dos últimos quatro meses, apenas em dezembro choveu acima da média esperada para o mês, mas mesmo assim não supriu a crise hídrica.
Desde o início do ano, choveu 93 milímetros no município. O índice representa 48% a abaixo da média histórica dos últimos 30 anos que é de 177 milímetros. As precipitações, no período ocorreram de forma isolada. Na produção de grãos são estimadas 20% de perdas na produção de soja e 40% na produção de milho.
Já na bovinocultura de leite, todos os 3.050 animais sofrem com a falta de água e pastagem. Com isto as perdas passam dos R$ 146,7 milhões. Dez famílias, moradores da zona rural, estão com dificuldades no acesso à água potável, sendo necessário o auxílio do poder público. O decreto tem validade de 180 dias.
Fonte: Angélica Silveira / Correio do Povo