
A frota de veículos do Rio Grande do Sul ficou mais nova em 2025. Segundo o Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com base nos dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), a idade média dos veículos no estado caiu de 19,5 anos, em dezembro de 2024, para 19 anos em dezembro de 2025.
A redução na idade média da frota, ainda que gradual, sinaliza uma tendência relevante para o estado: veículos mais novos tendem a oferecer maior eficiência energética, menores custos operacionais e melhor desempenho ambiental. Em conjunto com a recuperação do fluxo nas rodovias, o dado reforça a perspectiva de uma mobilidade em transformação no Rio Grande do Sul, combinando retomada econômica com sinais iniciais de modernização da base veicular.
De acordo com a Senatran, o Rio Grande do Sul encerrou dezembro de 2025 com uma frota de 8.527.152 veículos, o equivalente a 6,6% do total nacional. O número representa crescimento mensal de 0,2% e expansão acumulada de 2,6% ao longo do ano.
A frota estadual é formada majoritariamente por automóveis (57,8%), seguidos por motocicletas (14,7%), caminhonetes (8,3%), camionetas (4,9%), caminhões (3,0%), reboques (2,9%) e outros tipos de veículos (8,4%). Em relação ao combustível, predominam veículos movidos a gasolina (44,4%) e modelos flex, abastecidos com gasolina ou etanol (38,1%), além de veículos a diesel (9,3%), etanol (2,3%), GNV (0,9%), elétricos ou híbridos (0,4%) e outras alternativas (4,7%).
O processo de renovação acontece em um momento de recuperação do tráfego rodoviário. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o Índice de Tráfego de Veículos nas Rodovias avançou 1,8% no estado, já com ajuste sazonal. O resultado foi sustentado principalmente pelo aumento de 2,4% na circulação de veículos leves, enquanto o fluxo de pesados registrou retração de 0,8% no período.
Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento do tráfego agregado foi de 5,9%, novamente puxado pelos veículos leves, que avançaram 7,6%. Já os veículos pesados tiveram variação praticamente estável, com alta de 0,2%. No balanço dos últimos 12 meses, o avanço foi ainda mais expressivo: o volume total de viagens cresceu 13,5%, com expansão de 14,8% entre os leves e de 9,3% nos pesados.
Parte das altas interanuais ainda reflete a base de comparação mais baixa após o impacto do evento climático extremo de 2024, além dos efeitos da retomada econômica que seguiu influenciando a mobilidade ao longo de 2025. Nesse contexto, a renovação gradual da frota surge como um fator adicional que pode contribuir para maior dinamismo nas estradas, ao lado do aumento da circulação e da retomada das atividades produtivas.