
Com o novo valor do salário mínimo de R$ 1.621 já em vigor desde 1º de janeiro, e que começa a ser Em 2025, 77,7% das negociações coletivas analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), conquistaram ganhos acima da inflação. O percentual de reajustes iguais à inflação foi de 14,1%, enquanto o de resultados abaixo da variação dos preços, de 8,2%. A variação real média foi de 0,87%, sempre em relação ao INPC-IBGE. A análise preliminar considerou 21.510 reajustes salariais registrados no Mediador até 12 de janeiro.
O número corresponde a 80% do total de resultados esperados para 2025, baseado na média de registros dos últimos anos. Em especial, são aguardados no Sistema mais lançamentos de negociações de datas-bases do último trimestre de 2025. Os dados refletem, por um lado, piora em relação a 2024. Por outro, no entanto, mostram também a continuidade de um padrão observado desde 2023, ou seja, de prevalência dos ganhos reais e baixa incidência de reajustes abaixo da inflação na comparação principalmente com o período que vai de 2019 a 2022, quando houve perdas significativas para a classe trabalhadora.
Em relação à variação real média dos reajustes, segundo o Dieese, é possível observar mudança maior no comportamento das negociações. Após três anos de variação real negativa (2020-2022) e crescimento significativo em 2023 (1,7% acima da variação do INPC), o valor oscilou para 1,25%, em 2024, e 0,87%, em 2025. Parte do comportamento dos reajustes é explicada pelas taxas de inflação. No período pós-2022, o ano de 2025 foi o que registrou as maiores taxas de inflação por data-base. Para janeiro de 2026, no entanto, o reajuste necessário será de apenas 3,9%, o menor valor desde setembro de 2024.
Os resultados preliminares de 2025 indicam que as categorias dos trabalhadores e trabalhadoras na indústria e no comércio foram as que obtiveram maiores êxitos nas negociações de data-base, com ganhos reais em praticamente 80% dos casos, seguidas de perto pelas categorias do setor dos serviços. No setor rural, reajustes acima da inflação foram menos frequentes (69,4%) que nos demais setores; e perdas reais foram observadas em quase 20% das negociações. Em relação à variação real média dos reajustes, as negociações dos serviços apresentam o maior valor em 2025: 0,94%. A menor variação real média é do segmento do comércio: 0,70%.