
O turismo de verão no Rio Grande do Sul mantém uma trajetória de crescimento nos últimos anos e consolida seu papel na economia estadual. Entre 2020 e 2025, o setor apresentou crescimento médio anual de 17,8%, alcançando R$ 5,816 bilhões na temporada 2024/2025. O desempenho confirma a retomada do setor após a pandemia e a ampliação da atividade turística no período estival.
O início da temporada 2025/2026 reforça esse cenário positivo. Apenas no mês de dezembro, a movimentação econômica estimada foi de R$ 1,724 bilhão. O resultado representa crescimento de 3,9% em relação a dezembro de 2024 e aponta para a possibilidade de um novo recorde ao final da temporada.
A evolução histórica mostra uma recuperação consistente a partir da temporada 2021/2022, quando a movimentação chegou a R$ 3,4 bilhões. Nas temporadas seguintes, o turismo de verão superou R$ 4,5 bilhões em 2022/2023 e ultrapassou R$ 5,2 bilhões em 2023/2024. O crescimento contínuo indica estabilidade do setor e maior capacidade de geração de renda ao longo dos últimos ciclos.
IMPACTO REGIONAL
O Litoral Norte permanece como a região mais impactada pela alta temporada de verão. A região é a segunda do Estado com maior participação do turismo na composição do seu valor agregado, com 9,02%, o que equivale a aproximadamente R$ 647,6 milhões. A concentração da atividade econômica nos meses de verão reforça a importância do litoral para o desempenho global do turismo no Rio Grande do Sul.
Além do Litoral Norte, outras regiões exercem papel estratégico no verão. A Serra gaúcha mantém desempenho consistente com eventos, enoturismo, gastronomia e turismo rural, o que contribui para reduzir a sazonalidade e ampliar o fluxo de visitantes. A Costa Doce amplia sua participação com turismo de patrimônio, lagoas e praias de água doce, enquanto o impacto fiscal do setor se reflete na arrecadação, já que o verão concentra 38,4% do ICMS das atividades turísticas.