
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro, Deivis Marcon Antunes. Ele era um dos alvos da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, mas Deivis estava fora do país na ocasião. A investigação apura a suspeita de operações financeiras irregulares envolvendo aportes do Banco Master com recursos do Rioprevidência. O R7 tenta contato com a defesa de Deivis e o espaço segue aberto para manifestações.
No dia da operação, Deivis renunciou ao cargo de presidente da instituição. Ele e outros dois alvos vinculados à diretoria de investimentos — Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal — são investigados em virtude de uma aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
A PF apura crimes contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional), como de gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução a erro em repartição pública, fraude à fiscalização ou investidor, associação criminosa e corrupção passiva.
Na ocasião, o Rioprevidência informou que os investimentos feitos pela autarquia seguiram as normas vigentes e que a aplicação investigada tem sido quitada.
O órgão acrescentou que a “prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração.”
Quem é Deivis Marcon Antunes
Deivis Marcon Antunes é graduado em direito pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e construiu a carreira majoritariamente nos ramos de previdência complementar e governança corporativa. Em 2023, assumiu a presidência do Rioprevidência.