
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) subiu 12,6 pontos em janeiro, para 117,1 pontos, maior nível desde abril de 2025 (117,1 pts.). Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 2,7 pontos, para 109,7 pontos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
O foi marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e geoeconômicas globais. Uma análise dos termos contidos em artigos ou matérias associados ao aumento da incerteza revela uma relação forte com um evento específico: a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela”.
“Simultaneamente, a intensificação de políticas tarifárias unilaterais por parte do governo norte‑americano e o agravamento das tensões com líderes europeus devido às declarações sobre possíveis reivindicações relacionadas à Groenlândia, ampliaram ainda mais o ambiente global de instabilidade mais ao final do mês. Esses fatores combinados contribuíram para uma elevação significativa da incerteza global e influenciaram o componente de Mídia do IIE-Br, que escalou ao maior nível desde 2021. Em menor magnitude, as crises associadas ao Banco Master também influenciaram no aumento da incerteza fiscal do país. Em direção oposta, o componente de Expectativas caminhou para a quarta queda seguida, indicando uma menor incerteza com relação às previsões para variáveis econômicas no horizonte de 12 meses. O nível de incerteza deve se manter elevado nos próximos meses, a depender da evolução das tensões internacionais e com a proximidade das eleições presidenciais brasileiras.”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
COMPONENTES
O componente de Mídia do IIE-Br subiu 14,7 pontos, para 122,5 pontos, maior nível desde novembro de 2021 (122,6 pts.) e contribuindo quase que inteiramente com o resultado agregado, em 12,8 pontos. O componente de Expectativas que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas caminhou em sentido oposto e recuou 0,8 ponto no mês, mantendo tendência de descendente pelo quinto mês seguido, passando a 88,4 pontos no mês e contribuindo negativamente com 0,2 ponto para a queda do IIE-Br.