
O primeiro mês de 2026 tem sido alarmante, no Rio Grande do Sul, considerando o crime mais desafiador para gestores e agentes da área da segurança pública: o feminicídio. Até agora, foram nove feminicídios no Estado desde o início de janeiro. Sem contabilizar as tentativas que felizmente não foram concluídas. O número representa média de uma mulher morta a cada três dias em 2026. Em dezembro de 2025, a Secretaria estadual da Segurança Pública contabilizou seis casos.
A situação não é exclusividade do Rio Grande do Sul. Segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2025, o Brasil registrou um novo recorde de feminicídios. Foram registrados pelo menos 1.470 ocorrências em todo o país. O número, maior em dez anos, irá subir, pois não incluí os dados dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo, que não enviaram os dados de dezembro ao ministério até o fechamento do balanço.
Em 2024, foram 1.464 no país. Os feminicídios são desafiadores pois envolvem, normalmente, agressores próximos e com acesso às vítimas, que em muitos casos são dependentes emocional e financeira de seus algozes, e exigem políticas públicas preventivas e transversais, envolvendo outras áreas, simultaneamente, como a da saúde e da educação.
Fonte: Taline Oppitz / Correio do Povo