
A cidade de Rio Grande centraliza as atenções do Governo Federal neste começo de semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará, nesta terça-feira, 20, no município do Sul do estado para o anúncio de investimentos locais. Inicialmente prevista para o dia 7 de janeiro, a vinda do presidente acabou sendo adiada e prevê o anúncio de um novo contrato entre o Estaleiro Rio Grande e a Transpetro para construção de 5 navios gaseiros, 18 empurradores, 18 barcaças e acompanhamento da construção dos navios Handymax., ampliando as atividades do polo naval da cidade, e um empreendimento habitacional do Minha Casa, Minha Vida.
O novo contrato entre o Estaleiro Rio Grande e a Transpetro para a construção de navios gaseiros foi vencido pela empresa rio-grandina Ecovix, operadora do Estaleiro, em novembro do ano passado. O acordo contempla cinco navios, três com capacidade de sete mil metros cúbicos e duas de 14 mil metros cúbicos, voltadas ao transporte de gás no valor total que supera os US$ 270 milhões.
Esta é a segunda visita de Lula à cidade. Em fevereiro de 2024, o presidente esteve em Rio Grande para a assinatura do contrato que viabilizou a construção de quatro navios da classe Handy no Estaleiro Rio Grande, em um investimento total de US$ 278 milhões. A previsão da Ecovix é de que as contratações no estaleiro iniciem no mês de março.
Também há expectativa de que seja assinada a ordem de início de elaboração do projeto da ponte entre Rio Grande e São José do Norte. O contrato entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a empresa catarinense Nova Engenharia foi assinado em novembro, no valor de R$ 7,5 milhões. A empresa terá um prazo de dois anos para desenvolver o projeto de engenharia da nova travessia.
HABITAÇÃO
Iniciado em 2016, o Empreendimento Junção faz parte do programa Minha Casa Minha Vida Entidades e, neste formato, foi o maior do Brasil no seu lançamento. O investimento total foi de mais de R$ 123 milhões, sendo cerca de R$ 6 milhões de contrapartida do governo do RS e o restante custeado pelo programa do governo federal. A construção ocorreu em terreno doado pela União, e inclui 1276 unidades habitacionais, entre elas 156 casas, que já estão ocupadas. A estimativa é de que mais de 5 mil pessoas residam no complexo.
Cada apartamento tem valor aproximado de R$ 100 mil, e cada casa custou cerca de RS 77 mil. O apoio do governo do Estado foi de R$ 5 mil por unidade habitacional. Este valor representa uma composição de investimento que inclui toda a infraestrutura de lazer e comércio do empreendimento, além do conjunto de cada um dos condomínios. Na área externa, existe espaço de estacionamento para todas as unidades de apartamentos. Também foram construídas áreas de lazer como salão comunitário, quadras poliesportivas, academias ao ar livre e quiosques equipados com churrasqueiras.
Os 1.120 apartamentos estão dispostos em 70 blocos de quatro pavimentos, com quatro apartamentos por andar. Cada unidade tem 48,72 m² e conta com ambiente integrado de sala e cozinha, dois dormitórios e banheiro, além de área de serviço/varanda e churrasqueira. Já as 156 casas têm 43,55 m², com ambiente integrado de sala e cozinha, dois dormitórios, banheiro e área de serviço. Oficialmente, não há estacionamento, mas existe um recuo entre as casas e a rua, que tem sido usado pelos moradores para isso.
De forma paralela, a Prefeitura de Rio Grande realizou aporte de R$ 15,7 milhões em toda a infraestrutura pública e de saneamento, externa aos edifícios, assim como no entorno do empreendimento. Foram obras de pavimentação, drenagem urbana, iluminação pública, redes de esgoto e de água, além da implantação do sistema viário na região.