
Mais de 50 milhões de pessoas e empresas têm R$ 10,024 bilhões em valores esquecidos em instituições financeiras. Conforme o Banco Central, desse total, R$ 7,80 bilhões pertencem a 49,3 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,22 bilhões estão em nome de 4,9 milhões de empresas. Divulgadas com dois meses de defasagem, as estatísticas do Sistema de Valores a Receber (SVR), referem-se a outubro de 2025. Esses recursos podem ser consultados e resgatados exclusivamente pela página do Banco Central.
Segundo o BC e o Ministério da Fazenda, não há prazo limite para o saque dos valores, que permanecem guardados nas instituições até que o titular solicite o resgate. Em 2024, o Congresso autorizou o Tesouro Nacional a recolher os recursos, mas o Ministério da Fazenda afirma que o processo não está em andamento. A maioria dos beneficiários tem direito a quantias baixas. Segundo o BC, 65,2% dos correntistas possuem valores de até R$ 10, enquanto apenas 1,85% têm montantes acima de R$ 1 mil.
O BC reforça que todo o processo de consulta e resgate é gratuito e deve ser feito apenas pelo site oficial do Sistema de Valores a Receber. Quem tem chave Pix cadastrada pode optar pela devolução direta, recebendo o dinheiro em até 12 dias úteis. Quem não possui Pix precisa entrar em contato com a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar a forma de pagamento. No fim de maio, o BC informou que é possível habilitar um pedido automático de resgate de valores a receber, feito no próprio SVR. O processo pretende facilitar a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente o pedido de cada valor em seu nome.