
Em novembro de 2025, o índice de atividades turísticas teve variação positiva de 0,2% em comparação ao mês anterior, sendo o quarto resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 2,4%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 13,0% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 0,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 13, pelo IBGE.
Para o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, “este resultado faz o turismo se recuperar da perda de 2,3% observada entre maio e julho. Em novembro, como o resultado foi muito próximo da estabilidade, não tivemos movimentos muito expressivos, mas podemos dizer o que as receitas dos restaurantes tiveram um ligeiro predomínio sobre o recuo observado no transporte aéreo de passageiros”.
Oito dos 17 locais mostraram taxas positivas frente a outubro. A influência positiva mais relevante ficou com São Paulo (0,9%), seguido por Bahia (1,9%), Pará (5,3%) e Goiás (2,9%). Já os destaques negativos foram Rio de Janeiro (-3,2%), Distrito Federal (-5,0%) e Rio Grande do Sul (-2,9%).
Na comparação com novembro de 2024, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 2,1%, sua décima oitava alta consecutiva. Houve taxas positivas em 14 das 17 UFs onde o indicador é investigado, com destaque para Rio de Janeiro (4,0%), São Paulo (1,2%), Pará (24,4%), Rio Grande do Sul (7,8%), Bahia (5,6%) e Paraná (4,7%). Os três impactos negativos do mês vieram de Minas Gerais (-5,4%), Goiás (-6,9%) e Santa Catarina (-3,5%).
TRANSPORTE
Em novembro de 2025, o volume de transporte de passageiros no Brasil apresentou retração de 0,5% frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Com isso, o segmento está 12,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 13,5% abaixo do ápice da série histórica (fevereiro de 2014).
Já o transporte de cargas mostrou ligeiro decréscimo (-0,1%) e está 2,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 40,5% acima do nível pré-pandemia.
Belém, capital do Pará, sediou entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025 a 30ª Conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP 30), o que acabou gerando impactos econômicos para o estado nesse mês. O volume de serviços no Pará registrou o segundo avanço seguido, com ganho acumulado de 4,9%. Com isso, o estado alcançou o ápice de sua série, em novembro de 2025. As atividades econômicas que mais impactaram o setor de serviços no Pará foram: serviços na área de limpeza, segurança, concessionárias de aeroportos, transporte aéreo de passageiros, alojamento e alimentação, locação de automóveis e aluguel de geradores de energia.
Com participação de 1,09% no volume total de serviços, o avanço dos serviços no Pará exerceu o terceiro maior impacto positivo na comparação com outubro, na série ajustada sazonalmente. Além disso, foi a quinta maior contribuição na comparação com novembro de 2024. Tais efeitos ilustram alguns dos desdobramentos econômicos detectados com a organização deste evento de grande porte na cidade de Belém.