
Grandes lojas de varejo viram os famosos carnês de parcelamento voltarem a fazer parte da vida das famílias brasileiras, principalmente por fatores de necessidade financeira. Desde o fim de 2025, mais de 16% das dívidas dos brasileiros são por essa modalidade de crédito, principalmente entre as famílias com renda maior, sendo o segundo método de pagamento mais usado pelos consumidores.
Para Denis Medina, economista e professor da Faculdade do Comércio de São Paulo, diferentes métodos de parcelamento são característicos da economia brasileira e demonstram o nível de endividamento da população. Ele explica que o que mais separa os brasileiros de outros países é a utilização do recurso na compra de itens do cotidiano e não em bens de maiores valores, como veículos e casas.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira, 8, Medina alerta que, mesmo com o benefício do parcelamento, é necessário analisar as taxas de juros para não se pagar mais caro que o valor inicial. Ele também recomenda que os consumidores tenham um controle em novas dívidas para evitar o acúmulo, formando um valor total difícil de pagar mensalmente.
“Por conta do parcelamento, óbvio, tem custo financeiro, a gente acabou de falar aqui também que a taxa de juros do Brasil está nos níveis mais elevados da história, então isso tudo acaba prejudicando que as famílias gastam, está gerando despesas financeiras com juros e não com consumo efetivo”, finaliza.