
O Sebrae RS apresenta os resultados da 45ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios. O levantamento, realizado entre os dias 03 e 21 de novembro, traz um diagnóstico sobre os principais fatores que influenciam o desempenho dos empreendedores gaúchos, oferecendo subsídios essenciais para orientar políticas públicas e estratégias de apoio ao setor.
A pesquisa analisou aspectos fundamentais do ambiente empresarial, incluindo desafios enfrentados pelos pequenos negócios, variações no faturamento e na ocupação, acesso ao crédito, gestão de custos e expectativas para o próximo bimestre. Com base nessas informações, o Sebrae RS reforça a importância da escuta ativa e do monitoramento contínuo para compreender as necessidades reais das empresas e construir soluções alinhadas ao cenário atual.
“Os pequenos negócios são protagonistas da economia gaúcha, responsáveis pela geração de empregos, pelo estímulo à inovação e pela dinamização das economias locais. Monitorar os desafios que enfrentam é essencial para aprimorar políticas de apoio e fortalecer a competitividade dessas empresas”, destaca Paulo Bruscato, gerente da Regional Metropolitana do Sebrae RS.
DESTAQUES
Os principais desafios apontados pelos empreendedores seguem concentrados no planejamento (62%), no acesso ao crédito (28%), na falta de mão de obra (27%), no controle financeiro (23%) e na necessidade de redução de custos (22%). Em relação ao faturamento, 34% das empresas registraram queda, enquanto 40% mantiveram estabilidade e 26% apontaram aumento. Sobre a ocupação, a maior parte (62%) manteve suas equipes estáveis, ao passo que 16% ampliaram o quadro e 22% reduziram o número de colaboradores.
A gestão de custos também foi destacada: 48% afirmam realizar controle detalhado das despesas, e para 45% os custos representam entre 30% e 50% do faturamento. No acesso a crédito, 30% dos empreendedores buscaram financiamento, com valor médio de R$ 102 mil, sobretudo para pagamento de dívidas e recomposição de estoque. Para os próximos meses, o clima é de otimismo moderado: 51% esperam crescimento no segmento de atuação, 37% planejam expandir seus negócios e 29% pretendem aumentar suas equipes no próximo bimestre.
O levantamento aponta que a falta de planejamento estruturado segue como o principal obstáculo ao crescimento dos pequenos negócios, impactando diretamente áreas como definição de metas, organização financeira e capacidade de reação a mudanças de mercado. O acesso a crédito também permanece como um desafio crítico, restringindo investimentos em expansão, modernização e inovação.
Em paralelo, a escassez de mão de obra qualificada afeta a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços. A gestão financeira insuficiente e a necessidade constante de redução de custos operacionais completam o conjunto de entraves mais relevantes.
Somam-se ainda questões como diferenciação de produtos, reconstrução de negócios, diversificação de fornecedores e bem-estar das equipes, todos fatores que pressionam a sustentabilidade das pequenas empresas.
Para o gerente, “os dados reforçam a importância de fortalecer a jornada empreendedora por meio de planejamento estratégico, capacitação profissional, acesso facilitado ao crédito e aprimoramento da gestão financeira. Essas ações são fundamentais para ampliar a competitividade, incentivar a inovação e promover o crescimento sustentável dos pequenos negócios em um mercado cada vez mais dinâmico”, conclui Bruscato.