
A terça-feira, 16, será marcada pela divulgação da ata da última reunião de 2025 do Copom pelo Banco Central e não são esperadas surpresas em relação ao comunicado, que teve boa recepção no mercado. Conforme o ex-diretor do BC Bruno Serra e atual gestor do fundo multimercado Itaú Janeiro, seja em janeiro ou março, o importante é que as taxas caiam rapidamente ao estimar uma taxa Selic em 11% ao fim de 2026. Entretanto, o executivo faz um alerta: “se não cortar até abril, será um erro do BC”.
Ainda na terça-feira, 16, haverá a divulgação atrasada dos dados de vendas no varejo e do mercado de trabalho nos EUA. A taxa de desemprego e a geração de empregos de outubro não serão publicadas, apenas os números referentes a novembro. A expectativa é de criação de 50 mil postos de trabalho não agrícolas no mês passado, segundo o ING. Se utilizada a premissa de alguns diretores do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de que o payroll estaria superestimando a criação de vagas em cerca de 60 mil por mês — informação mencionada pelo presidente do Fed em entrevista coletiva após a decisão de juros no último dia 10 —, é possível que a economia americana esteja, na prática, fechando postos de trabalho. Caso essa leitura se confirme, o apetite ao risco tende a aumentar, e as apostas em mais um corte de 25 pontos-base na primeira reunião de 2026 ganhem força.