
Um júri popular absolveu José Carlos dos Santos, o Seco, de 45 anos, por envolvimento no assassinato de Taís Cristina Menezes Godoi, de 27 anos, ocorrido no fim de 2016, em Santa Maria, na Região Central. O julgamento ocorreu ao longo dessa sexta-feira, no Foro da Comarca do município. Haverá recurso do Ministério Público.
O juiz Ulysses Fonseca Louzada, titular da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, leu a decisão após mais de dez horas de trabalhos. Três mulheres e quatro homens formaram o Conselho de Sentença. À frente da acusação, atuou o promotor Davi Lopes Rodrigues Júnior.
Conforme a denúncia, Seco respondia como mandante do homicídio. Além dele, outros dois réus, ambos acusados de terem sido executores do crime, foram condenados em júri anterior.
O advogado Jean de Menezes Severo, que defendeu o réu, afirmou estar satisfeito com o entendimento dos jurados. Também disse que Seco jamais teve participação em qualquer assassinato.
“A defesa ficou muito satisfeita com a absolvição do José Carlos. Ele nunca teve envolvimentos em homicídios. Era completamente inocente das acusações que foram imputadas e, por isso, foi absolvido no Conselho de Sentença com tese da negativa de autoria”, destacou Jean Severo.
Seco está preso desde 2006. Na época, era apontado como líder da principal quadrilha de assaltos a bancos e carros-fortes do Rio Grande do Sul, sendo também o criminoso mais procurado do Estado, conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Está recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), em galeria da facção Bala na Cara, cumprindo pena superior a 200 anos de reclusão.
O crime ocorreu no dia 3 de novembro de 2016, na rua Antônio Abrahão Berleze, no bairro Presidente João Goulart, na área conhecida como Beco da Tela. Na data, Taís Cristina Menezes Godoi foi atingida por pelo menos 14 tiros de pistola dentro de casa. Ela morreu na frente dos pais.