
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recua 2,5 pontos em agosto, para 110,7 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador recua 0,7 ponto, para 109,7 pontos. Após a alta registrada no mês anterior, o Indicador volta a recuar, num movimento de acomodação frente aos intensos ruídos provocados pelo anúncio do governo norte-americano das tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
A queda do componente de Mídia, com peso de 80% no indicador, reflete possivelmente a atuação do governo brasileiro — marcada por esforços diplomáticos, medidas econômicas para apoiar as empresas afetadas e a busca por novas alianças comerciais — contribuindo para reduzir parte das incertezas iniciais. Além disso, o maior esclarecimento sobre os setores e produtos efetivamente afetados pelas tarifas ajudou a mitigar as incertezas ao longo de agosto. Em contrapartida, o componente de Expectativas, com peso de 20% no IIE-Br, sinaliza um aumento da incerteza, com uma maior dispersão nas previsões para inflação, taxa Selic e Câmbio”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
COMPONENTES
O componente de Mídia do IIE-Br recua 3,8 pontos em agosto, para 112,1 pontos, contribuindo negativamente com 3,3 pontos para o resultado do índice agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, caminhou em sentido oposto e sobe pela segunda vez seguida, agora em 3,6 pontos, para 100,6 pontos, contribuindo com 0,8 ponto para a alta do IIE-Br.