O empresário Thiago Brennand deve ser interrogado nesta quarta-feira pela Justiça de São Paulo pela primeira vez desde o início das denúncias de agressões e estupro contra ele. Réu em nove processos e acusado de diversos crimes, ele participa de uma audiência relativa ao primeiro caso avaliado pela Justiça — uma denúncia de estupro feita por uma norte-americana.
A denunciante, além de três testemunhas de defesa, prestou depoimento em 30 de maio. Ela afirmou que o acusado apresentou um comportamento gentil inicialmente, mas passou a agir de maneira agressiva até chegar ao ponto de obrigá-la a manter relações sexuais e a ameaçá-la com a divulgação de imagens íntimas.
A audiência vai ser retomada nesta quarta no Fórum de Porto Feliz, cidade do interior de São Paulo onde Brennand residia, em um condomínio. O empresário, no entanto, deve participar de forma virtual — ele cumpre prisão preventiva no CDP I (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, na capital paulista.
A audiência está marcada para as 14h, e duas outras testemunhas devem também ser ouvidas hoje. Após os interrogatórios, acusação e defesa terão um tempo para as alegações finais e a sentença. Brennand pode ser condenado a uma pena de seis a dez anos de prisão. O caso tramita em segredo de Justiça.
Processos
Nos nove processos em que é réu, Brennand também é acusado de crimes como sequestro, cárcere privado, agressão física e ameaça.
Os casos que envolvem Thiago Brennand ganharam repercussão após ele ter sido flagrado, em imagens de câmeras de segurança, agredindo a modelo Alliny Helena Gomes, em uma academia no Shopping Iguatemi, localizado em área nobre da capital paulista, em 3 de agosto do ano passado. Após a exposição, outras mulheres decidiram denunciá-lo.
Procurada, a defesa de Brennand nunca se pronunciou. Em vídeos publicados na internet, o empresário já se disse vítima de perseguição e de inveja.
Foragido nos Emirados Árabes
O empresário passou a ser considerado foragido em setembro, quando viajou para os Emirados Árabes Unidos. Lá, chegou a ser preso e pagou fiança. Por cerca de oito meses, ele viveu em um hotel em Abu Dhabi até ser extraditado para o Brasil, no fim de abril.