Rio Grande do Sul quer intensificar vacinação contra o sarampo para crianças de 6 a 11 meses

O último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde contabiliza 2.331 casos confirmados de sarampo no país nos últimos três meses

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Foto: Arquivo/Agência Brasil/Divulgação

O Rio Grande do Sul pretende intensificar a vacinação contra o sarampo para todas as crianças de 6 a 11 meses. O Estado segue a recomendação do Ministério da Saúde em decorrência do aumento de casos da doença em 11 estados do país, principalmente em São Paulo.

O último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério contabiliza 2.331 casos confirmados de sarampo no país nos últimos três meses. O número representa um aumento de 38,75% em relação ao último boletim. Ainda conforme o balanço, foram descartados 1.294 casos suspeitos enquanto 10.855 seguem em investigação por equipes de Secretarias de Saúde.

Esta semana, a primeira morte provocada pela doença foi confirmada em São Paulo, que concentra o surto. Diante da evolução da doença no país, a pasta anunciou a aquisição de mais 18,7 milhões de doses de vacina e reiterou a intensificação da imunização com foco em crianças e adultos jovens.

O Rio Grande do Sul não teve nenhum caso confirmado de sarampo até o momento. No Estado, cerca de 70 mil crianças estão dentro da faixa etária de imunização. Segundo a Secretaria de Saúde, a medida preventiva indica a aplicação como uma “dose zero”, já que ela não substitui a primeira dose contra o sarampo no Calendário Básico Infantil, dada aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral (que também protege contra a rubéola e a caxumba). A proteção é completada aos 15 meses com a tetra viral (que previne ainda contra a varicela, também conhecida como catapora).

Essa vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente da criança ter tomado a “dose zero”. A medida deve permanecer enquanto o país não interromper a transmissão do vírus, que seria permanecer 90 dias sem novos casos.

Casos suspeitos

É considerado como caso suspeito toda pessoa que, independentemente da idade e situação vacinal, apresentar febre e manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas acompanhados de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

Bloqueio vacinal

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o Ministério da Saúde também orienta aos estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, em situação de surto ativo do sarampo, quando identificado um caso da doença em alguma localidade, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou têm contato com aquele caso suspeito em até 72 horas. Não há necessidade de revacinação das pessoas que já foram vacinadas anteriormente e que têm comprovação vacinal.

*Com informações da Agência Brasil.