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40% dos moradores da Capital defendem que decisão de locar imóvel via plataformas seja do proprietário

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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) analisa a possibilidade de aumentar o poder dos condomínios para vetar o uso de apartamentos para aluguel de curta temporada, como o Airbnb. Em Porto Alegre, 32% dos moradores concordam que o condomínio deve poder vetar ou autorizar esse tipo de aluguel, enquanto 40% discordam, segundo o Índice de Confiança do Mercado Imobiliário — Loft, realizado em parceria com a Offerwise. Na média nacional, 39% concordam e 32% discordam.

Os 28% restantes ficaram na posição intermediária. A pesquisa foi aplicada entre 21 e 30 de agosto de 2026, com 1.400 respondentes em seis capitais: Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. A amostra foi desenhada para representar estatisticamente a população dessas cidades.

“Porto Alegre segue na mesma direção de Goiânia, onde apenas 24% apoiam o poder de veto do condomínio, e se distancia do Rio de Janeiro, onde 45% defendem que condomínios possam autorizar ou vetar o short stayl. É um sinal de que a repercussão da discussão no STJ deve variar de capital para capital”, avalia o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi.

Porto Alegre tem a segunda maior taxa de problemas com hóspedes de curta temporada

A pesquisa também mediu a experiência concreta da população de Porto Alegre com o short stay em condomínios: 33% dos entrevistados afirmam que tiveram algum contato com a modalidade, próximo dos 36% da média nacional, seja porque já usaram ou vivem em condomínios que deliberaram sobre o tema, seja porque tiveram problema com hóspedes.

Detalhando esse contato, o levantamento aponta: 18% relatam já terem tido algum problema, como barulho, insegurança ou alta rotatividade, por causa de hóspedes de curta temporada no próprio prédio, a segunda maior taxa entre as capitais pesquisadas, atrás apenas de Brasília (16% na média nacional); 9% já alugaram ou tentaram alugar o próprio imóvel via Airbnb ou plataformas similares (11% na média nacional); outros 6% moram ou já moraram em condomínio que permite o short stay (8% na média nacional); e 5% em condomínio que o proíbe (6% na média nacional). Mais de uma opção podia ser escolhida pelo entrevistado.

“O dado chama atenção porque Porto Alegre tem uma das maiores taxas de problema com hóspedes e, ainda assim, é uma das capitais menos favoráveis ao poder de veto do condomínio. Isso mostra que a experiência negativa não se traduz automaticamente em apoio a uma regulação mais rígida”, complementa Takahashi.

Percepção sobre o condomínio poder vetar ou autorizar o aluguel por curta temporada

Nota (escala 1 a 5)Porto AlegreTotal nacional
1 – Discordo totalmente28%22%
212%10%
328%29%
411%14%
5 – Concordo totalmente21%25%
Top 2 (concordam)32%39%
Bottom 2 (discordam)40%32%

Fonte: Índice de Confiança do Mercado Imobiliário — Loft/Offerwise, Onda 7.

Experiências com short stay em condomínios (respostas múltiplas)

SituaçãoPorto AlegreTotal nacional
Já tive problema (barulho, insegurança, rotatividade) por causa de hóspedes de curta temporada no meu prédio18%16%
Já aluguei ou tentei alugar meu imóvel via Airbnb/plataformas similares9%11%
Moro/morei em condomínio que permite short stay6%8%
Moro/morei em condomínio que proíbe short stay5%6%
Nenhuma das situações acima67%64%

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