
A Polícia Civil e a Brigada Militar deflagraram, na manhã desta quarta-feira (2), a Operação Queda Livre. A ação visa desarticular uma facção criminosa com atuação no Vale dos Sinos e prender suspeitos do homicídio de um jovem de 21 anos, ocorrido em 5 de março dentro de um condomínio de apartamentos localizado no Extremo Sul da Capital.
Na ocasião, a vítima teria sido torturada e esfaqueada. Ao tentar fugir, o jovem teria caído do terceiro andar do prédio, mas foi levado pelos criminosos e teve o corpo desovado em uma vala no bairro Ponta Grossa.
Conforme a polícia, ao menos cinco pessoas foram presas. No total, a operação cumpre 28 ordens judiciais, sendo oito mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, em Porto Alegre, Charqueadas e Rio Grande. Cerca de 100 policiais civis participam da ação.
Segundo o delegado André Freitas, a vítima foi morta quando teria ido ao condomínio para se vingar da morte do pai, assassinado em 2022. No entanto, ao chegar ao local, foi sequestrada por integrantes de uma facção criminosa, levada a um apartamento e torturada antes de ser morta.
A perícia apontou que a causa da morte foram os ferimentos causados pelas facadas e pela queda do terceiro andar. O jovem ainda tentou fugir antes de ser executado. Seu corpo foi encontrado no mesmo dia.
O pai da vítima possuía antecedentes criminais e mantinha ligações com a facção que atua na região. Após sua morte, a família deixou o local, mas o jovem retornou em março, quando foi assassinado pelo mesmo grupo criminoso.
Prisões e investigações
Entre os cinco presos, um já estava no sistema penitenciário e é apontado como liderança da facção. Os demais são suspeitos de participação direta na tortura e no assassinato. A polícia ainda apura o envolvimento de outros membros do grupo.
O delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou que a operação faz parte de um protocolo de repressão focada contra facções. Caso os homicídios na região continuem, a polícia poderá solicitar a transferência de líderes da organização para presídios de segurança máxima. “Se as mortes continuarem, essa liderança está na iminência de ser isolada e transferida para um presídio federal”, afirmou Souza.