“Depois de quase um ano, tudo se repetiu”: vereadores repercutem os estragos do temporal

Oposição critica à inabilidade da prefeitura em mitigar os efeitos da chuva; base aponta para a imprevisibilidade do episódio

Foto: Ricardo Giusti / Correio do Povo

“Depois de quase um ano, tudo se repetiu”. É isso que diz Pedro Ruas, líder do PSol na Câmara de Porto Alegre. Não só ele, mas toda a oposição assumiu postura crítica frente aos danos causados pela chuva desta segunda-feira. O executivo é o grande alvo das contestações. A base, por outro lado, cita a imprevisibilidade das questões climáticas.

O vereador do PSol alega que muito pouco foi feito desde as enchentes de maio do ano passado. “As casas de bomba não funcionaram de novo. Isso é descaso”, acusou.

“Trata-se de negacionismo climático”, disse Jonas Reis (PT) – líder da oposição na Câmara, indo na mesma direção do colega. De acordo com o petista, as estruturas públicas da Capital negligenciam a emergência climática.

“Tem um longo contrato prevendo geradores próprios para as casas de bomba. Como que falta energia?”, questionou o parlamentar. Jonas entende que, hoje, não há um sistema de macrodrenagem adequado em Porto Alegre.

Por outro lado, Idenir Cecchim (MDB), representante e líder da base na Câmara, não vê sensatez nas críticas direcionadas à prefeitura. “O governo está fazendo milagre com o que tem nas mãos”, afirmou o emedebista. O aliado garante que os investimentos necessários foram feitos.

“A questão das emergências climáticas é imprevisível”. Para ele, há muita demagogia quando se trata do assunto. O vereador, contudo, admitiu que duas casas de bomba, de fato, não operaram propriamente e devem ser investigadas.