O reajuste médio dos preços dos medicamentos deste ano deve ficar abaixo da inflação. A estimativa é do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), que prevê variação de 2,60% a 5,06%, com um reajuste médio ponderado de 3,48%. Com isso, o reajuste médio ficará abaixo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), a inflação oficial do país, de 5,06%, no acumulado dos últimos 12 meses.
A estimativa se baseia na fórmula de cálculo elaborada pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), ligada à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), deverá ser anunciada nesta segunda-feira, 31 de março, e atinge 10 mil produtos. Isso não significa, entretanto, que haverá aumento automático dos preços praticados, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Cabe aos fornecedores – farmacêuticas, distribuidores e lojistas – fixarem o preço de cada produto colocado à venda, respeitados o teto legal estabelecido e suas estratégias diante da concorrência.
Em nota, a Anvisa informa que índice ainda será anunciado pela CMED. “De acordo com a legislação, os valores autorizados para o reajuste do teto de medicamentos devem ser divulgados até o dia 31 de março de cada ano. Os números de 2025 ainda serão divulgados pela CMED, que é o órgão responsável pela regulamentação de preços”, afirma a agência.
O setor farmacêutico é submetido ao controle de preços. Somente uma vez por ano as indústrias farmacêuticas estão autorizadas a reajustar os preços de seus produtos, para compensar os aumentos de custo de produção acumulados nos 12 meses anteriores.
“Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”, afirma Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.
Segundo a entidade, na série histórica, o reajuste acumulado de preços de medicamentos está abaixo da inflação geral. De 2014 a 2024, a inflação somou 77,5% ante uma variação de preços dos medicamentos de 72,7%.
CONSUMIDOR
O reajuste não é imediato, devido à grande concorrência entre as empresas do setor. “É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde”, recomenda Mussolini.
“Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer”, acrescenta.
(*) com R7