O Tribunal do Júri de São José do Ouro, no Norte do Rio Grande do Sul, condenou uma mulher a 26 anos de prisão por ser a mandante do assassinato do ex-companheiro, Célio Miola. Outros três réus, apontados como executores do crime, também foram sentenciados, todos em regime fechado, com penas de 23 anos e seis meses, 20 anos e 17 anos de reclusão.
O julgamento ocorreu entre segunda (24) e terça-feira (25) e foi presidido pelo juiz Victor Matheus Bevilaqua. Além do homicídio qualificado, os réus foram condenados por porte ilegal de arma de fogo. Eles também terão que pagar multa e R$ 50 mil de indenização à família da vítima.
O assassinato ocorreu em 27 de fevereiro de 2022. Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a mulher convidou Miola para um café da manhã, dois dias após o fim do relacionamento. No encontro, três homens contratados por ela simularam um assalto.
A vítima foi rendida, teve o celular e a carteira roubados e foi forçada a revelar a senha do aparelho, que foi anotada na mão da ex-companheira. Após a autorização da mulher, os criminosos executaram Miola com um tiro na nuca e outro no ombro.
Segundo a acusação, a mandante pagou R$ 3 mil para cada um dos executores. O crime teria sido motivado pelo descontentamento dela com o término do relacionamento.
Três dos condenados, incluindo a mulher, já estavam presos preventivamente desde a época do crime. O quarto réu, que respondia em liberdade, foi detido no plenário após a leitura da sentença, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê o cumprimento imediato da pena em casos desse tipo.