Moraes manda advogados de Léo Índio explicarem ida de réu para a Argentina

Ele afirmou em entrevista que está foragido na Argentina e que fugiu para o país vizinho

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou os advogados se manifestarem sobre declarações do réu Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele afirmou em entrevista que está foragido na Argentina e que fugiu para o país vizinho. O ministro deu um prazo de 48 horas para os esclarecimentos.

A decisão ocorre em meio a julgamento virtual para negar um recurso contra recebimento da denúncia. Já há maioria para negar o pedido.

“(…) Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Leonardo Rodrigues de Jesus para que prestem esclarecimentos, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sobre as notícias de que o réu teria se evadido do país. Ciência à Procuradoria-Geral da República. Cumpra-se. Brasília, 27 de março de 2025″, disse Moraes.

Em sua defesa prévia, alegou que não há provas de sua participação nos atos de depredação do 8 de janeiro de 2023.

“Não há testemunhas, não há provas/imagens de que ele tenha ingressado na sede do Congresso Nacional, de que ele, acusado, tenha estado no interior do Palácio do Planalto, tenha acessado as dependências do STF, ou que tenha provocado quaisquer danos ao patrimônio da União.”

Leo Índio foi acusado por cinco crimes:

  • Associação criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado.