Em janeiro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista do país teve variação de -0,1%. Com isso, o setor mostra estabilidade e se mantem apenas 0,6% abaixo do seu patamar recorde, que foi atingido em outubro de 2024. Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas do varejo cresceram 3,1%, a vigésima taxa positiva nessa comparação. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No Rio Grande do Sul houve crescimento de 1,5% na comparação com dezembro de 2024 no comércio varejista e de 3,9% no varejo ampliado. Sobre janeiro de 2024, o comércio gaúcho apresenta uma alta de 10,8% e de 12,1% no ampliado.
Para Cristiano dos Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, apesar da terceira taxa negativa consecutiva, a interpretação dos resultados nos últimos meses é de estabilidade. “Temos que lembrar que o máximo da série histórica da margem está em outubro de 2024. Após atingir esse nível recorde em outubro, o comércio seguiu tendo variações muito próximas de zero, ocasionando esse fenômeno de estabilidade na alta”.
Refletindo a estabilidade da taxa geral na série com ajuste sazonal, quatro das oito atividades do comércio varejista tiveram taxas positivas, e as outras quatro tiveram retrações no volume de vendas. Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (5,3%), Combustíveis e lubrificantes (1,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%) tiveram altas, enquanto Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%), Móveis e eletrodomésticos (-0,2%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,4%).
Para Cristiano, a única atividade a ter um resultado efetivamento negativo na passagem de dezembro para janeiro foi a farmacêutica. “Das quatro variações negativas, três foram muito próximas de zero, entre elas o setor de hiper e supermercados, que é o de maior peso e registrou uma taxa de -0,4%. Do lado positivo está o setor de informática, que vinha sofrendo com a alta do dólar, mas teve recuperação no mês de janeiro.”
Ainda na série com ajuste, as duas atividades do Comércio varejista ampliado também tiveram alta no volume de vendas em janeiro: Veículos, motos, partes e peças (4,8%) e Material de Construção (3,0%)
COMPARAÇÃO
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 3,1%, com altas em sete das oito atividades pesquisadas: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (4,4%), Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,8%), Tecidos, Vestuário e Calçados (2,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,9%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%). A única variação negativa nesta comparação foi no setor de Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,2%).
No comércio varejista ampliado, Veículos, motos, partes e peças cresceu 8,9% em relação a janeiro de 2024, Material de Construção teve alta de 3,9%. Já as vendas do setor de Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo recuaram 10,4%.