
Foi instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pousada Garoa, na manhã desta quarta-feira, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. A comissão, composta por doze vereadores, irá investigar possíveis negligências no caso do incêndio em uma das unidades da rede, em abril de 2024, que matou onze pessoas e deixou quatorze feridos. A distribuição das atribuições será realizada no dia dez de março, com a eleição do relator e do vice-presidente da CPI, além da apresentação e aprovação do plano de trabalho.
A ação foi proposta pelo vereador Pedro Ruas, do PSOL. Ele salientou que o trabalho da Polícia tem sido fundamental, mas que muitas questões ainda precisam ser esclarecidas. Ele argumentou que considera alguns depoimentos fundamentais para novos desdobramentos, entre eles, o do secretário de Desenvolvimento Social na época do incêndio, Leo Voigt, e também da gestão antiga e atual da Fundação de Assistência Social e da rede de Pousadas Garoa.
Além disso, segundo o vereador, a principal finalidade da CPI é buscar uma solução para o grave problema enfrentado pelas pessoas que vivem em situação de rua na Capital.
Carlos Henrique, integrante do Movimento Nacional da População de Rua, argumentou que considera a CPI fundamental, porém, lamentou a falta de celeridade para esclarecer o caso.
No caso da Garoa, em dezembro de 2024, a Polícia Civil responsabilizou três pessoas. Foram indiciados por incêndio culposo, quando não há a intenção, o proprietário da hospedagem, um fiscal de serviço da Fasc e o então presidente do órgão. As causas do incêndio permanecem desconhecidas. Até o momento, não há indícios de que o fato tenha sido criminoso.