O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) voltou a registrar uma desaceleração para 0,43% na terceira leitura de abril, comparado com 0,52% na imediatamente anterior, a segunda do mês, e acumulando alta de 3,37% nos últimos 12 meses. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) em relatório. O indicador foi calculado com base nos preços coletado entre 23 de março e 22 de abril comparados aos de 23 de fevereiro a 22 de março.
Nesta leitura, duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S partiu do grupo Transportes, cuja taxa de variação passou de 1,47%, na chamada segunda quadrissemana de abril de 2023 para 0,70% na terceira, com destaque para gasolina, cujo preço variou 1,84%, ante 4,40% na medição anterior.
Também registrou queda na taxa de variação o grupo: Habitação (0,75% para 0,57%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (2,10% para 1,05%). Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,24% para 0,43%), Educação, Leitura e Recreação (-1,12% para -0,85%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,77% para 0,91%), Comunicação (0,10% para 0,28%) e Vestuário (0,15% para 0,34%) apresentaram avanço nas taxas de variação.
Nessas classes de despesa, destaque para os itens hortaliças e legumes (-1,60% para 0,01%), passagem aérea (-6,37% para -4,82%), medicamentos em geral (1,29% para 2,30%), tarifa de telefone móvel (0,32% para 0,75%) e roupas infantis (-0,22% para 0,24%). O grupo Despesas Diversas repetiu a taxa de variação de 0,17% registrada na apuração anterior. As principais influências partiram dos itens: conselho e associação de classe (0,57% para 1,38%), em sentido ascendente, e alimentos para animais domésticos (1,06% para 0,71%), em sentido descendente.