Governo do RS detalha resultados de missão na China

Estado pode ter contrapartida em investimentos como inovação, energias renováveis e infraestrutura

Foto: Eduardo Souza/Rádio Guaíba

O Rio Grande do Sul esteve presente na delegação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária, em missão realizada entre os dias 25/03 e 30/03, na China. A agenda gaúcha no país asiático seguiu por mais seis dias, buscando não só potencializar os laços comerciais com os chineses, como também tornar o Estado mais conhecido para atrair novos investimentos e esclarecer questões pendentes, como o status sanitário do RS.

O diretor de Promoção Comercial e Assuntos Internacionais, Evaldo da Silva Júnior, esteve representando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), comandada pelo titular Ernani Polo, que na manhã desta quinta-feira convocou uma entrevista coletiva no Centro Administrativo Fernando Ferrari, para expor as projetos da Sedec e o balanço dessa missão.

Conforme Polo, os principais objetivos dessa comitiva gaúcha na China seriam habilitação de cinco frigoríficos de aves e um de bovinos; validação do status sanitário como zona livre de febre aftosa sem vacinação para incluir na lista de exportação carne suína com osso e miúdos; e a entrada no mercado chinês de noz pecan.

“Isso vai potencializar as nossas relações comerciais, ampliar a possibilidade de envio de matéria de produtos da proteína animal e isso ajudará muito também o desenvolvimento desse setor importante aqui no nosso estado, na geração de emprego e renda”, afirmou o secretário, que tem inclusive como preocupação apresentar o RS nessas missões, menos conhecido no exterior do que São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

Investimentos

Além das preocupações voltadas ao agronegócio gaúcho, a comitiva gaúcha na China teve como intuito contrapartida em investimentos como inovação, energias renováveis e infraestrutura.

O diretor Evaldo da Silva Júnior, que esteve na missão em solo chinês, confirmou que as empresas chinesas têm interesse em investir também em outras áreas, que podem resultar em melhorias estruturais ao RS. “Eles têm essa noção das nossas carências, das nossas necessidades como país, como Brasil em termos de infraestrutura logística e eles estão dispostos e interessados em fazer investimentos aqui no Brasil e nós, puxando a brasa pro nosso assado, aqui no Rio Grande do Sul”, frisou.

Silva Júnior ressaltou que a agenda no gigante asiático pode surtir efeito imediato, mas procurou adiar anúncios neste momento, já que uma negociação está em andamento com uma operação chinesa, segundo ele.