Mortes por dengue no RS em 2022 já representam o triplo do registrado no ano passado

Secretaria da Saúde confirmou mais três óbitos relacionados à doença

Mosquito Aedes Aegypti é o vetor da doença, que era considerada erradicada no Estado até 2020. Foto: Freepik/Reprodução

O Rio Grande do Sul já triplicou, em 2022, o número de mortes por dengue registrados no ano passado – que, até então, era o mais expressivo da série histórica. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), divulgados nessa sexta-feira (20), o total de óbitos relacionados à doença desde janeiro já chega a 34.

Foram três mortes confirmadas no último boletim, nos municípios de Igrejinha, Santa Rosa e Lajeado. Com isso, a cidade do Vale do Paranhana segue na liderança do ranking de localidades com mais fatalidades causadas pela dengue em território gaúcho, com seis. Horizontina e Novo Hamburgo, com três cada, aparecem logo em seguida.

Enquanto isso, Lajeado, Cachoeira do Sul e Jaboticaba têm dois óbitos atribuídos à doença. Já Boa Vista do Buricá, Chapada, Cristal do Sul, Dois Irmãos, Erechim, Estância Velha, Lajeado, Nova Candelária, Nova Hartz, Novo Machado, Rondinha, São Leopoldo e Sapucaia do Sul confirmaram um caso fatal cada.

O número de óbitos nos cinco primeiros meses de 2022 é expressivamente maior do que o verificado em 2021. No ano passado, de janeiro a dezembro, foram 11 fatalidades pela doença. A maior parte das pessoas que morreu tinha 70 anos ou mais (24). O público feminino corresponde a 59% dos óbitos (20), enquanto o masculino diz respeito a 41%.

Orientações à população

  • Escove caixas d’água, tanques, piscinas, floreiras, bebedouros e parte interna de qualquer objeto que acumule água.
  • Tampe qualquer recipiente ou vasilha onde se armazene água.
  • Vire ou deixe abrigado qualquer recipiente ou vasilha onde possa acumular água.
  • Descarte garrafas, latas, bandejas e qualquer coisa sem uso que junte água.
  • Caso encontre algum recipiente já com larvas, basta derramar a água na terra ou na grama e elas morrerão. Elas não sobrevivem fora d’água. Não esqueça de escovar a parte interna do recipiente para acabar com os ovos. Eles podem ficar até 500 dias em ambiente seco antes de eclodirem, o que só acontece em contato com a água.
  • Nas regiões com alto número de casos de dengue, é indicado que os moradores utilizem repelente na pele.