‘Poderes devem dizer que vão respeitar o resultado das urnas’, defende Fachin

Ministro afirmou que democracia deve ser protegida e demonstrou preocupação com a segurança das eleições

Presidente do TSE, Edson Fachin. Foto: Abdias Pinheiro/TSE

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os Três Poderes devem se comprometer a respeitar o resultado das urnas em 2022. Ele demonstrou preocupação com atos de violência durante a realização do pleito e com eventuais distúrbios após o resultado do pleito, em outubro deste ano.

Durante um seminário realizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em Salvador, o ministro disse, nesta sexta-feira, que é necessário defender a democracia. “Nós não temos o direito de ficar à margem do rio da vida. Não temos o direito de nos vermos paralisados, quer pela angústia, quer por uma omissiva contenção. O tempo é de tomar o barco da vida e fazer a viagem da defesa da democracia”, afirmou o magistrado.

Ele pediu respeito à escolha dos eleitores e comprometimento com o resultado da eleição. “Desde a gestão do ministro Luís Roberto Barroso, o que nos move não é apenas o agora, não é apenas o presente contínuo, mas é o futuro imediato, o dia seguinte das eleições. É o respeito, com paz, com ordem e serenidade, à soberania popular, que será exercida pelo sufrágio universal. É, por isso, que venho a esta terra pedir a benção de todos os santos e pedir o auxílio, o apoio de todos os magistrados para que juntos trabalhemos e apelemos a todos os Poderes, a todas as pessoas, entidades e instituições, por paz e segurança nas eleições”, completou.

Sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro, Fachin criticou ataques ao sistema eleitoral e que colocaram em dúvida a confiabilidade do resultado. “Quem ama a democracia não propaga conflito. As eleições são ferramentas substitutivas do conflito, por isso mesmo é mandatário que prevaleça o senso de responsabilidade institucional, que anima a base constitucional do nobre compromisso de todas as instituições, todas sem exceção, a serviço da democracia brasileira”, disse ele.

“Assistimos, quase incrédulos, à normalização de ataques às instalações, impulsionados por práticas de desinformação” completou o presidente da corte eleitoral.